Desenvolvimento

Animais domésticos e a criança: prós e contras

- Mamãe, quero um bichinho de estimação!!!!!!!

E agora? No momento que seu filho faz esse pedido, você entra em desespero ou logo vai atrás de um lindo bichinho para ele?

Se você tem dúvidas a esse respeito, calma, vou ajudar a esclarecer algumas delas.

Conviver com animais de estimação traz benefícios, pois proporciona prazer e ajuda as crianças a desenvolver competências e habilidades para a vida adulta.

O desenvolvimento infantil pode ser dividido em crescimento biológico (aspecto físico) e desenvolvimento das habilidades e das capacidades (cognitivo, emocional e social).

Já foi demonstrado que apenas 30% do desenvolvimento infantil é genético e 70% depende de estímulos externos (brincadeiras, atividades e exercícios), principalmente, até os 3 anos de idade.

Os animais adoram brincar e podem ajudar as crianças a crescer e a se desenvolver, oferecendo "apoio" enquanto ela passa pelas diferentes etapas de seu desenvolvimento. Ao permitir que a criança conviva com animais de estimação desde pequena os pais estão oferecendo ao filho uma maneira incrível de experimentar o mundo físico e social e assim, estimulando habilidades motoras e cognitivas e diminuindo o risco de problemas emocionais.

Estudos tem mostrado que crianças que têm animais de estimação desenvolvem alguns benefícios em algumas áreas:

 

Benefícios físicos:

Uma pesquisa sobre desenvolvimento infantil, realizada nos Estados Unidos, mostrou que crianças que interagem com animais tendem a não desistir com facilidade de atividades que julgam difíceis, pois, junto com o animal tentam realizar a tarefa novamente, de uma maneira que nenhum programa de televisão, jogo, videogame ou brinquedo consegue estimular.
Quanto mais estímulos a criança tiver mais conexões neurológicas se formarão, portanto, mais habilidades a criança terá. A presença de um animal de estimação em casa, interagindo diretamente com a criança, incentiva-a a se exercitar e a realizar atividades de coordenação motora global (engatinhar, ficar em pé, andar, equilibrar-se, correr, subir e descer escadas) e atividades de coordenação motora fina (desenhar, pintar, segurar objetos pequenos).

 

Benefícios psicológicos:

O vínculo que surge entre a criança e o animal faz com que ele desfrute de um amigo e companheiro que sempre estará ao seu lado e que a aceita sem pedir nada em troca. Os animais de estimação fazem a criança se sentir mais segura, confiante, útil, valorizada e importante, ajudando na autoestima da criança, que é uma necessidade indispensável para o desenvolvimento saudável na vida adulta, tendo valor de sobrevivência.
Ter um bichinho de estimação interagindo com a criança faz com que ela se sinta amada e apreciada, o que ajuda a desenvolver o lado do seu eu (nossa identidade). Cuidar do animal (alimentar, educar, treinar) ajuda a criança a se sentir competente de maneira muito mais eficaz do que quando aprendem a fazer coisas da vida diária.
Os animais ajudam os pais a ensinar experiências que envolvem as emoções, responsabilidades e consequências, desenvolvendo paciência, autocontrole, respeito, autonomia e liderança em seus filhos.

 

Benefícios sociais:

O ser humano precisa das interações sociais para a satisfação de suas necessidades. Essa interação começa quando uma pessoa tem a percepção do outro. Para que essa percepção seja bem sucedida é importante perceber o outro de forma correta.

Quando uma criança convive com algum animal de estimação, ela aprende a fazer a leitura corporal que é um elemento fundamental para a empatia (capacidade de compreender o sentimento ou a reação do outro). A criança aprende a ver o próximo com mais facilidade, como alguém com característica e sentimento diferente da sua. Essa aprendizagem a ajuda a não olhar apenas pra si mesma e com isso a não ser egoísta. A compreensão dessa diferença faz dela um ser humano mais sociável, com uma personalidade sadia e com uma ótima interação social.

O animalzinho também pode servir como forma de comunicação, pois, favorece a aproximação entre pessoas fazendo assim elas conversarem de assuntos diversos.
As crianças mais tímidas podem ser mais beneficiadas pelo bichinho de estimação. Em situações novas com pessoas desconhecidas, tendem a se fechar. A presença do animalzinho reduz a ansiedade do ambiente e tira o foco de atenção da criança. Ao se sentir mais relaxada e segura, suas chances de se relacionar com os outros aumentam significativamente.

Benefícios cognitivos:

O desenvolvimento cognitivo é o processo de adquirir conhecimentos como: pensamento, linguagem, raciocínio, memória, atenção, percepção e imaginação.

É nessa área do desenvolvimento que a criança percebe o ambiente externo em que vive e em que nos relacionamos. Para adquirir esses conhecimentos é necessário aprender.

O desenvolvimento cognitivo da criança passa por fases. A passagem de uma fase para a outra depende dos estímulos que a criança recebeu e pela reação da própria criança sobre esse novo conhecimento.

Se os pais enxergarem no animal de estimação um instrumento facilitador para a aprendizagem de seus filhos, eles terão um grande aliado. Um animal de estimação tem o "poder" de despertar o interesse e o prazer pelo conhecimento na criança. Por si mesmo, o animal representa um elemento motivador.

Pesquisas mostram que as crianças que interagem, constantemente, com os animais apresentam maior desenvolvimento cognitivo, obtêm pontuação maior em testes de QI (Quociente de Inteligência) e melhoraram o rendimento na leitura, ao longo do tempo.

Os bichinhos de estimação também ajudam na criatividade, pois estão sempre prontos para admirar um novo trabalho, e cultivar a curiosidade, a imaginação e a fantasia da criança.

Todos os benefícios são excelentes e tentadores, porém, antes de ter um bichinho, Cuidado!!!

Ter um animal de estimação requer muito compromisso. O animal não deve ser tratado como um brinquedo, aquele que serve para algumas horas e depois é largado em um canto qualquer. Nem tudo será um mar de rosas na convivência com o animal, mas os pais devem aproveitar justamente estes momentos para ensinar os filhos.

A criança na maioria das vezes vai amar estar ao lado do animal, mas também haverá situações em que ele poderá sentir raiva ou se sentir frustrado. Isso pode ocorrer no caso do bichinho não o obedecer, fazer xixi fora do lugar ou morder suas coisas. Provavelmente, a primeira reação da criança será querer bater ou gritar com o animal. É aí que os adultos devem interceder e explicar que o bicho não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação.

Assim, podemos ver que existem muitos benefícios no convívio com animais, mas antes de tomar uma decisão, quanto a ter ou não um “pet” em casa, é preciso avaliar se a criança é alérgica, pois em casos de alergia respiratória, os sintomas podem piorar com este convívio próximo. Portanto, converse com seu pediatra!

0
0
0
s2sdefault